QUANDO O MEDO NOS LEVA DE VIAGEM

Desde muito cedo que desenvolvemos o medo daquilo que não vemos, tal como uma criança que tem medo do escuro, porque nele não vê.

Vivemos hoje esse mesmo sentimento, o sentimento do viver um dia de cada vez.

A incerteza instalou-se, aquilo que era, rapidamente deixou de ser, aquilo que tínhamos como certo, rapidamente deu lugar à duvida, e o medo surgiu.

Fomos todos desafiados a reinventarmos-nos.

Fomos desafiados sem darmos conta logo numa primeira instância a lidar com a nossa vulnerabilidade, com a nossa ausência de controlo sobre o que nos rodeia.

Mas, como tudo o que de menos bom surge, trás também consigo sempre algo positivo.

E este é o momento, de olharmos para nós.

De olharmos para dentro, de nos deixarmos de desculpas, porque na verdade não gostamos de sair da nossa zona de conforto, e sem termos forma de controlar a situação, já estamos fora da nossa zona de conforto.

É altura de fazermos balanços, de tirar tempo para reflectirmos naquilo que somos, naquilo que queremos ser.

É tempo de reaprender a aproveitar o simples, o que cada dia nos tiver para dar.

É tempo para brincar com os filhos.

É tempo para amar.

É tempo para não ter mais desculpas para ligar para aquela pessoa com quem não falamos há tanto tempo, claro, porque não tínhamos tempo.

É tempo… É tempo.

De olharmos para onde estamos, e acima de tudo decidir-se para onde queremos ir.

Dina Guerreiro

Psicóloga Clínica | Clínica da AutoEstima