A IDADE NO CORPO

A nossa imagem anda de mão dada com a autoestima e nestes dias de pausa, inevitavelmente olhamos mais para nós, reparamos mais na imagem refletida no espelho [pelo menos eu tenho olhado mais para mim].

Reparo que os 36 não refletem mais a pele lisa e tonificada… Reparo nas rugas que preenchem o meu rosto, as minhas expressões. Sinto que envelheci imenso nestes últimos dois anos, mas também sinto que gosto muito mais de mim hoje.

A minha imagem pode não ser tão bonita, mas a minha relação com o meu “eu” é bem mais forte e bonita do que há dois anos. E essa beleza é bem mais bonita do que a imagem refletida no espelho.

Não preciso de dizer que faço isto ou aquilo para receber um elogio externo, não preciso competir para reconhecer o meu valor.

Não preciso dizer coisas bonitas para ter um comportamento bonito.

A beleza do meu ser não vem da reação elogiante do outro, vem da minha consciência de tentar fazer o bem. Muitas vezes falho, muitas vezes me magoo, mas sinto-me tranquila por saber que fui o “bem” nas minhas decisões.

Amo cada ruga em mim.

Amo este corpo imperfeito.

Amo a mulher resiliente que sou.

Amo a minha capacidade de não desistir.

Amo a capacidade de continuar a caminhar.

Amo a minha missão de ajudar mulheres a amarem-se.

Amo-me e amo-te.

O amor pode ser tanta coisa.

Amo a gratidão que sinto pelo bom e pelo mau.

Sou grata por sentir e ser Amor.

Com amor,

Débora ♡