MEDO DE VOLTAR A AMAR

Ninguém manda no tempo. Nem no coração.
Só o presente interessa, mesmo quando ainda não acertámos contas com o passado. O que é preciso para consertar um coração partido? Tempo, silêncio e um novo amor. Tempo para apagar o passado, silêncio para nunca mais voltar atrás e um novo amor para nos trazer a luz e a paz de um novo dia ✨ Margarida Rebelo Pinto – A desordem natural das coisas

O que é preciso para consertar um coração partido?
Tempo, silêncio e um novo amor.
Uma espécie de fórmula mágica de transbordo de felicidade. Uma espécie de milagre!
𝕋𝕖𝕞𝕡𝕠 – é preciso tempo, mas e quando o tempo já é tanto tempo?
𝕊𝕚𝕝𝕖𝕟𝕔𝕚𝕠 – é preciso silêncio, mas e quando o silêncio de tão silencioso é ensurdecedor?
𝔸𝕞𝕠𝕣 – é preciso um novo amor, mas como permitir a entrada de um novo amor quando o velho ainda mora em nós e não nos deixa respirar?

Há amores que não são para sempre. Há amores que magoam de forma a não poderem estar presentes. Há amores que nunca se esquecem. Há amores que nos adoecem e nos roubam a capacidade de acreditar num novo Amor. Há amores “abraço casa” que ficam para sempre em nós. Há amores que nos esvaziam. Há amores que nos destroem. Há amores que nos roubam o brilho, a vontade de viver.
Há amores que não são merecedores de não voltarmos a Amar!

Há amores que demoram a ir embora da morada coração, que demoram a libertar a chave para uma nova paixão.
Há amores em que o tempo e o silêncio são inverno dentro de nós. Mas o Inverno sempre dará lugar a uma Primavera de fé.
Há amores que um dia vão embora e dão lugar a um novo amor – Talvez deem lugar ao verdadeiro Amor, aquele que não magoa.

O que é preciso para consertar um coração partido? Tempo, silêncio e um novo amor.
A seu tempo… em silêncio… um novo amor baterá à tua porta.

Com amor,
Débora ♡

DEVEMOS UM PEDIDO DE DESCULPA AO AMOR

Assisto tantas vezes a pessoas a confundir o amor com tantas outras coisas, que em nada tocam no amor. O amor cuida, respeita, tolera e aceita. O amor não é egoista, não tem maldade, e não persegue. Para que haja amor é necessário que se esteja disponível para acolher, mas também para deixar ir. O amor é algo de tão puro e bonito que não merece ser posto em causa, quem está em causa é a humanidade.
Aproveitemos todos para refletir sobre nós mesmos, e logo de seguida sobre o que nos move e sobre quem nos rodeia. Aproveitemos para refletir sobre o que carregamos cá dentro, e a estar cada vez mais atentos a quem se senta ao nosso lado. O excesso de centração em si mesmo adoece a capacidade de ver, e de amar para além de si mesmo. Surgem as exigências, a posse, a humilhação, os traços da doença. Quem está doente é a humanidade, e a responsabilidade é também de todos nós, não do amor. Esse padece no mesmo sítio de sempre, á espera da sua vez. O amor não conhece estes traços, nem seria capaz de os reconhecer, porque afinal de contas isto é tudo aquilo que o amor não é.

Dina Guerreiro
Psicóloga Clínica | adultos

UMA NOVA LIBERDADE

Enquanto almoço pela primeira vez num restaurante, com vista mar e aroma de liberdade, ouço as conversas das mesas vizinhas.

Agradavelmente constato que houve mudança [nestas pessoas houve]. Amigos falam do que mudou nas suas vidas e de como perceberam que afinal vivem tão bem com menos ruido e opções.

Tínhamos tarefas demais, distrações demais. Acabei por viver mais feliz com estes condicionamentos – ouvi-os dizer e sorri! Que alegria ver vidas a agarrar oportunidades de transformação.

A maior das liberdades não consiste nos direitos que temos, mas sim no mundo imenso que existe dentro de cada um de nós! És livre no teu pensamento.

𝕃iberdade é ouvir a voz interna

𝕀nteriorizar os valores que te importam

𝔹eijar o sol

𝔼nraizar crenças positivas

ecordar momentos de Amor

𝔻ar apenas pelo prazer de acrescentar

𝔸mar a vida com gratidão

𝔻eixar ir o que pesa

𝔼ncontrar a paz interior

Que esta nova liberdade seja uma primavera de pensamentos que transbordem num verão de emoções. Atreve-te a descobrir até onde te leva a liberdade de pensar e criar.

Com amor,

Débora ♡

MINDFULNESS E A NOSSA SOCIEDADE

Na sociedade atual, tendemos a passar o tempo a correr de um lado para o outro sem nos apercebermos do que se passa à nossa volta e dentro de nós.
No nosso dia-a-dia, tendemos a estar muitas vezes em piloto automático em vez de estarmos realmente presentes, de forma verdadeira. Estes hábitos podem limitar a forma como percecionamos os nossos pensamentos, emoções e comportamentos.
A prática de Mindfulness serve para nos ajudar a despertar para o “aqui e agora”. Isto é, ensina-nos a estar mais atentos a todas as nossas experiências, sensações corporais, pensamentos, emoções e comportamentos.

Mindfulness é prestar atenção de forma consciente ao momento presente, sem julgamentos. É aprender a tomar consciência sobre a forma como estamos a viver e perceber que podemos escolher como responder às situações da vida em vez de reagir às mesmas de forma automática.
Experimenta prestar atenção aos pequenos momentos, às pequenas coisas, aos pequenos detalhes vão acontecendo no teu dia-a-dia. Garanto-te que essas pequenas coisas não são assim tão pequenas.

Sarah de Sousa
Psicóloga Clínica – crianças e jovens
Certificada em MBSR

DE REPENTE O MUNDO MUDOU

E de repente abres os olhos e passaram dois meses e o mundo mudou.

Sentes que te aprofundaste. Alargaste mais uma vez a dimensão do teu mindset [sentes que este expandiu-se]. Nunca te imaginaste a passar por uma situação como aquela que vivemos [própria de ficção científica]. Mas, abraçaste mais este desafio da tua vida e hoje sentes que cresceste. Tu cresceste. E contigo também a tua relação amorosa. Amadureceu [mais ainda] por necessidade face às circunstâncias.

Nesse período conseguiram [muitas vezes, com enorme complexidade e dificuldade] trabalhar, fazer tele-escola ou cuidar dos filhotes mais pequenos, gerir a casa e tarefas e ainda encontrar disponibilidade para namorar.

Nasceram com certeza, muitos novos chefes de culinária. A gestão das tarefas domésticas foi sendo feita, por vezes quase deixando a Marie kondo corada e mais do que nunca, treinaram juntos [corpo e mente], fortalecendo o vosso compromisso enquanto equipa.

Nem sempre conseguiram manter-se alinhados, mas foram conseguindo aprender a respeitar fundo e a contar até mil. A trabalharem a paciência. A escuta. A tolerância. A partilha, a serem equipa e a levarem convosco o amor enquanto lugar de encontro.

Nos desencontros, perceberam mais claramente as mágoas, os silêncios, a necessidade de delinear as fronteiras entre os espaços individual e conjugal, os altos e baixos e o tamanho do desafio que vos envolve.

Conheceram-se mais ainda, por estarem ambos diante de uma situação de stress, aprendendo mais do que nunca sobre compaixão, aceitação e a normalizar esta experiência face à lente do outro.

Amadureceram. E do lugar do Eu e do Tu, procuraram mais do que nunca fazer sentido da terceira entidade do casal: a relação. “O que isto significa para nós?”, “O que é mais importante neste momento para nós?” ou “Perante as circunstâncias, o que podemos fazer para nos realinharmos?”.

O amor é como um bonsai sensível que deverá ser meticulosamente cuidado, imaginado, fantasiado, seduzido, conquistado, sem controlo, mas sim com curiosidade e aceitação; fazendo do medo, dos bloqueios, das mágoas ou das sombras uma fissura por onde poderá entrar a luz e promover a segurança, a vinculação e a pertença. 

E tu, o que aprendeste durante o isolamento sobre o amor? 

Silvia Coutinho 

Terapeuta Familiar e de Casal | Psicóloga Infanto-Juvenil

A DANÇA DE SER MÃE

Ser mãe é considerado um dos maiores desafios, pelo simples facto de ser algo que não nasce connosco. Cada mulher aprende a ser mãe a cada nascimento de um filho. A cada nascimento sim. Porque em cada filho que se tem, nasce sempre uma nova mulher, e aprende-se a ser mãe sempre de uma forma diferente. Pode dizer-se que à medida de cada filho. À medida das suas necessidades, e também de acordo com a personalidade de cada filho.
Nesta aventura da maternidade as dúvidas podem ser constantes, as questões, o suposto certo e errado, o olhar para o lado e questionar se estaremos a fazê-lo da melhor forma. Pois é, mas na verdade, o segredo está em não haver fórmula perfeita para se ser mãe. Ser mãe é dar na medida do que cada filho necessita, não há certos e errados. É o coração que nos guia! É o coração de mãe que diz o que se deve fazer. E já é sabido que não devemos duvidar do nosso coração, ele sabe sempre o caminho. O nosso caminho!

Perante o tempo que vivemos o desafio aguçou-se e a mistura de papeis na vida das mulheres foi avassalador, tiveram que nas mesmas quatro paredes, ser mães, ser mulheres, ser profissionais. E manter diariamente o amor e o equilibro de tudo, transmitindo paz e serenidade àqueles que de si tanto dependem… E que desafio. Como que um desalinho constante de loucura, de corrida, de exaustão, de procura de equilibro, de malabarismo… do possível, dentro de tempo que parece impossível.
Talvez esteja então na altura de tudo retomar o seu lugar, à sua nova normalidade, e as mulheres também, em prol do seu bem-estar, da sua sanidade. Lembrando-nos sempre que proteger um filho não deve passar por impedi-lo de viver e impedir-se de viver. Proteger um filho passará sempre pelo nobre ato de amor que encontram no colo e no abraço de uma mãe, disponível e leve para o acolher.

Dina Guerreiro
Psicóloga Clínica | Adultos

O QUE DIZEM OS TEUS OLHOS?

Nunca esta questão fez tanto sentido como nos dias que hoje vivemos…
Pedindo permissão ao mestre do “o que dizem os teus olhos” @daniel__oliveira , venho desafiar-vos a pensar no que dirão os olhos das pessoas com quem se cruzam por estes tempos.

Gosto de caminhar e ao mesmo tempo reparar nos que comigo se cruzam.
Gosto de olhá-los nos olhos!
Gosto de imaginar que vidas têm.
Quem são?
O que fazem?
O que sonham?

Somos assim tão diferentes?
Ou seremos assim tão iguais?
O que nos distingue é a marca das roupas que usamos ou os cargos que desempenhamos socialmente?
O que nos aproxima são as formas de sentir?

Gosto de reparar nas pessoas que estão ao meu redor!
Gosto de saber do que falam.
Gosto de observar como se comportam.
Gosto de olhá-las nos olhos.

Gosto de imaginar.

O que há por trás desse olhar?
O que pensas ao cruzar o teu olhar no meu?
O que estás a fazer neste momento?
Para onde vais?
Onde termina o teu dia?
Como começou o teu dia?
Abraças alguém?
Beijas alguém?

O que existe para lá desse olhar?
O que existe para lá dessa imagem?
Quem és?

Gosto de caminhar, olhar e imaginar histórias… Umas de encantar, outras reais.
Gosto de olhar para ti!
Gosto de sentir a curiosidade de querer descobrir o que dizem os teus olhos.

O que dizem os meus olhos?
Sou amor e procurarei sempre um motivo para agradecer e sorrir a cada momento!

Com amor,
Débora ♡