A DANÇA DE SER MÃE

Ser mãe é considerado um dos maiores desafios, pelo simples facto de ser algo que não nasce connosco. Cada mulher aprende a ser mãe a cada nascimento de um filho. A cada nascimento sim. Porque em cada filho que se tem, nasce sempre uma nova mulher, e aprende-se a ser mãe sempre de uma forma diferente. Pode dizer-se que à medida de cada filho. À medida das suas necessidades, e também de acordo com a personalidade de cada filho.
Nesta aventura da maternidade as dúvidas podem ser constantes, as questões, o suposto certo e errado, o olhar para o lado e questionar se estaremos a fazê-lo da melhor forma. Pois é, mas na verdade, o segredo está em não haver fórmula perfeita para se ser mãe. Ser mãe é dar na medida do que cada filho necessita, não há certos e errados. É o coração que nos guia! É o coração de mãe que diz o que se deve fazer. E já é sabido que não devemos duvidar do nosso coração, ele sabe sempre o caminho. O nosso caminho!

Perante o tempo que vivemos o desafio aguçou-se e a mistura de papeis na vida das mulheres foi avassalador, tiveram que nas mesmas quatro paredes, ser mães, ser mulheres, ser profissionais. E manter diariamente o amor e o equilibro de tudo, transmitindo paz e serenidade àqueles que de si tanto dependem… E que desafio. Como que um desalinho constante de loucura, de corrida, de exaustão, de procura de equilibro, de malabarismo… do possível, dentro de tempo que parece impossível.
Talvez esteja então na altura de tudo retomar o seu lugar, à sua nova normalidade, e as mulheres também, em prol do seu bem-estar, da sua sanidade. Lembrando-nos sempre que proteger um filho não deve passar por impedi-lo de viver e impedir-se de viver. Proteger um filho passará sempre pelo nobre ato de amor que encontram no colo e no abraço de uma mãe, disponível e leve para o acolher.

Dina Guerreiro
Psicóloga Clínica | Adultos