DEVEMOS UM PEDIDO DE DESCULPA AO AMOR

Assisto tantas vezes a pessoas a confundir o amor com tantas outras coisas, que em nada tocam no amor. O amor cuida, respeita, tolera e aceita. O amor não é egoista, não tem maldade, e não persegue. Para que haja amor é necessário que se esteja disponível para acolher, mas também para deixar ir. O amor é algo de tão puro e bonito que não merece ser posto em causa, quem está em causa é a humanidade.
Aproveitemos todos para refletir sobre nós mesmos, e logo de seguida sobre o que nos move e sobre quem nos rodeia. Aproveitemos para refletir sobre o que carregamos cá dentro, e a estar cada vez mais atentos a quem se senta ao nosso lado. O excesso de centração em si mesmo adoece a capacidade de ver, e de amar para além de si mesmo. Surgem as exigências, a posse, a humilhação, os traços da doença. Quem está doente é a humanidade, e a responsabilidade é também de todos nós, não do amor. Esse padece no mesmo sítio de sempre, á espera da sua vez. O amor não conhece estes traços, nem seria capaz de os reconhecer, porque afinal de contas isto é tudo aquilo que o amor não é.

Dina Guerreiro
Psicóloga Clínica | adultos